Notícias e publicações

25 outubro 2017

Vistoria identifica superlotação: “Se tem 25 é por que cabe 25”.

Defensoria Pública diz que celas têm capacidade para 10 presos, mas estão com 25, cada. Detentos também relataram falta de colchões que foram retirados após motim.

Uma vistoria realizada pela Defensoria Pública do Estado aponta que a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Paraíso do Tocantins está superlotada. Há um total de 241 presos na unidade. As celas do regime fechado têm capacidade para 10 pessoas, mas contam com uma média de 25 presos cada.

“Se tem 25 é por que cabe 25.” disse um servidor.

Segundo a defensoria, os detentos do regime fechado estão dormindo no chão das celas. Todos os colchões teriam sido retirados do local na sexta-feira (20) por segurança, após alguns deles serem incendiados pelos detentos durante um motim.

O protesto teria começado após uma nova regra determinar que os presos do regime semiaberto não poderiam sair da unidade em dias de ponto facultativo. Alguns dos detentos alegam que perderam o emprego em função da medida, após diligências foi constatado que o relato dos amotinados não era verdadeiro.

Ainda de acordo com o órgão, os presos relataram agressões dentro das unidades. Um deles teria ficado com problemas auditivos após ter sido atingido no ouvido por uma bala de borracha disparada por um dos agentes após um princípio de motim.