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21 outubro 2017

Rebelião em presídio de Aracaju acaba após 19 horas de duração, SE

Segundo a polícia, 97 familiares de detentos foram feitos reféns. Esses é um do presídio privatizados do estado, com capacidade para 595 presos e atualmente abriga 530 presos.

O Comando do Policiamento Militar da Capital (CPMC) informou que acabou, um pouco antes das 10h deste sábado (21), a rebelião no Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Bairro Santa Maria em Aracaju (SE). Por cerca de 19 horas os presos mantiveram reféns os 97 familiares que estavam na unidade durante a visita.

De acordo com o comandante do Policiamento da Capital, tenente-coronel Vivaldy Cabral, a rebelião começou às 15h de sexta-feira (20) e desde então todos os reféns e os 80 detentos do Pavilhão C estavam sem acesso à comida, água e energia. Os presos pediram a presença da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE) para se renderem.

Negociação terminou na manhã deste deste sábado (21) (Foto: Michele Costa, Divulgação)

Os 70 reféns que faltavam foram liberados por volta das 10h deste sábado após intensa negociação que teve apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Justiça de Sergipe (Sejuc). Equipes do Corpo de Bombeiros, do Grupamento Tático Aéreo (GTA) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também participaram da ação.

Os reféns saíram do pavilhão e passaram por revista ainda dentro da área do presídio antes de poderem seguir para as suas residências. O tenente-coronel disse que não há informação sobre reféns ou detentos feridos.

Outros 23 reféns foram liberados por volta de 1h desta madrugada de sábado. Duas mulheres e duas crianças também já haviam sido liberadas por volta das 18h de sexta-feira.

De acordo com a Secretaria de Justiça de Sergipe (Sejuc), os detentos foram feitos reféns por 80 presos no Pavilhão C. O Compajaf tem capacidade para 595 presos e atualmente abriga 530 presos.

A Secretaria de Justiça informou que o vice-diretor do presídio foi atingido no rosto por uma pedra. Ele foi socorrido e encaminhado para um hospital da capital sergipana, mas já foi liberado. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Familiares dos detentos atearam fogo na área externa em protesto na sexta-feira (Foto: TV Sergipe/Ana Fontes)

Fonte: G1