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05 outubro 2017

Ministério Público pede interdição parcial do presídio de Alfenas por superlotação, MG

 

Dezenas de celulares, cabos e carregadores foram encontrados durante revista.

Em Alfenas, no último dia 29 de setembro o Ministério Publico protocolou um pedido a Justiça pedindo a interdição parcial do presídio. A solicitação foi feita devido a superlotação que o presídio enfrenta, já há mais que o dobro de presos suportados pela capacidade do local. Hoje, o local abriga 521 presos, mas a capacidade é de 196. O documento também aponta que faltam condições estruturais e administrativas eficientes.

A 5ª Promotoria de Justiça de Alfenas solicita que:

_Não sejam recebidos novos presos no local;
_Seja realizada a transferência de detentos para outras unidades em até seis meses;
_Se não for possível atender a este pedido, o MP pede que o presídio pare de receber presos de outras comarcas;
_E reduza a população carcerária de Alfenas para, no máximo, 295 presos;

Foi apurado que, equipes técnicas elaboraram um relatório feito após visitas ao presídio que apontou problemas de superlotação em 24 celas. O presídio de Alfenas teve um aumento na superlotação principalmente quando as unidades de Poços de Caldas, São Lourenço e Varginha foram impedidas pela justiça de receber novos detentos. A emissora chegou a fazer uma transição ao vivo hoje durante o telejornal na hora do almoço.

Segundo o pedido do Ministério Público, a superlotação traz problemas como entrada de drogas, celulares, desconforto, condições inadequadas de higiene, além do risco para a segurança pública da região. No último dia 26/09/2017 foi feita uma revista pelos agentes penitenciários e foi encontrado mais de 20 unidades de celulares, carregadores e cabos.

O promotor de Justiça Frederico Carvalho de Araújo mostrou preocupação também com o número insuficiente de agentes no presídio. “São 65 agentes e vários deles tomaram posse recentemente e ainda não estão habilitados para a realização de tarefas como escolta e segurança das guaritas. Isso compromete a segurança e sobrecarrega o trabalho daqueles que realizam essas tarefas mais perigosas”.

São apenas 15 agentes durante o plantão para cuidar de mais de 580 presos, a SEAP informou que tem 521.

O Ministério Público agora espera a resposta da Justiça para o pedido.

Fonte: minasacontece