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04 setembro 2017

Detento mata detento no Complexo Penitenciário de Ponte Nova, MG

Em 03/09, por volta as 15 horas no Complexo Penitenciário de Ponte Nova um agente penitenciário relatou que, estavam na cela de espera os detentos José Marcio Bonfioli, 34 anos, natural de Urucânia, Gláucio Gomes de Araújo,34 anos, Vespasiano, e  José Severino de Souza, 56 anos, natural de Divino. Devido ao silêncio absoluto que se encontravam; levantando suspeita dos agentes, e ao verificarem o interior da cela visualizaram o detento José Severino de Souza “de bruços”, sob um colchão com uma “tereza” enrolada em seu pescoço, aparentemente sem sinais vitais.

Foram tomadas as providencias para uma possível reanimação entretanto a José Severino, já se encontrava sem vida. De imediato os agentes penitenciários isolaram o local, colocando em celas isoladas os detentos Gláucio e Bonfioli.

Compareceu ao local o perito Leonardo Moreira Rodrigues dos Santos, que durante seus trabalhos detectou uma mancha de sangue na parede da cela próximo onde a vitima dormia e uma mancha de sangue no colchão além de apresentar um sangramento no ouvido direito; após findar os trabalhos o corpo foi liberado para sua remoção.

Durante conversa com o detento Bonfioli este relatou que: recentemente teria feito a barba e raspado o cabelo da vitima e como repetidas vezes a vitima comentava ter praticado um estupro em uma criança de 3 (três) anos, tendo se indignado e revoltado com a ação do detento José Severino. E hoje em conluio com o detento Gláucio decidiram assassinar a vitima José Severino, tendo utilizado uma “tereza” e o asfixiado até a morte enquanto o detento Gláucio segurava as pernas da vitima, dessa forma não foi emitido nenhum tipo de som ou barulho.

Após o crime ocorrido teria acionado um agente que fazia a ronda do pavilhão. Em conversa com o detento Gláucio relatou que: se encontrava dormindo quando foi surpreendido pelo detento bonfiol “esganando” o pescoço do detento José Severino com uma”tereza” o levando a morte.

Ainda segundo Glaucio, ao presenciar o fato foi impedido pelo detento Bonfioli com ameaças de morte, o qual dizia que se gritasse ou intervir o próximo seria ele, além disso, outro fator que o impossibilitou de intervir foram os sérios problemas na perna esquerda que restringe sua locomoção.

José Marcio e Gláucio foram conduzidos até a delegacia onde prestaram esclarecimento.

Fonte: unidadenoticias